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Laguna × IHC · produção e tecnologia

Régua de
Produção

Como cada peça é medida, quanto custa e como se pede. Uma régua só, aberta dos dois lados, para que nenhum valor apareça depois do trabalho feito, nem para vocês, nem para nós.

01 · A base

O que está contratado

R$ 1,5 Mcrédito de mídia
R$ 300 milcláusula 2.1
2026–203060 meses
7 + 3filmes e mini-docs

O contrato descreve as dez peças como “peças premium, de estilo documental ou cinematográfico”. Não existe peça básica: existe peça grande e peça menor. O que separa um filme de um mini-documentário é o tamanho da produção, nunca o cuidado.

Duas coisas mais, que já estão escritas e valem sempre. Empresas do grupo podem usar o mesmo crédito, a cláusula 2.2 garante isso, e é por ela que a La Violetera pode pedir. Os empreendimentos da Laguna, como BIOOS, VAZ ou Heres, não dependem dessa cláusula: são a própria contratante. E os conteúdos derivados são inclusos, o que merece uma leitura atenta, porque é onde nasce quase toda a dúvida de valor.

Formato ou peça nova · a distinção que decide tudo

Os conteúdos de presença digital serão exclusivamente derivados dos vídeos principais, podendo consistir em cortes, adaptações ou versões resumidas desses materiais, para uso em redes sociais, plataformas digitais e campanhas institucionais, sem configurar novas produções. Contrato de prestação de serviços de mídia · cláusula 1.b

Duas partes dessa frase decidem qualquer caso: o que se faz, cortes, adaptações e versões resumidas, e para onde vai: redes sociais, plataformas digitais e campanhas institucionais. O que está incluso, sem limite nenhum, é a presença digital da Laguna: o mesmo filme na medida de cada tela.

Peça que muda o que o filme diz, ou que passa a falar por outra marca, ou que vai para fora da presença digital, é produção nova. Não por interpretação, porque não é o que a cláusula descreve.

Na prática, três perguntas resolvem sem precisar consultar ninguém:

01Muda a narração ou o texto falado?
02Muda a marca que assina a peça?
03O destino é outro que não a presença digital da Laguna?

Três “não”, é formato, e está incluso. Qualquer “sim”, é peça nova, e entra por ordem de serviço.

Formato · incluso, sem limite
  • Vertical 9:16 para stories e reels
  • Corte de 60 segundos
  • Corte 1:1 para anúncio
  • Versão otimizada para WhatsApp
  • Corte reduzido institucional
  • Legendas e versões sem trilha
Peça nova · ordem de serviço
  • Narração nova gravada
  • Montagem nova, em outra ordem
  • Assinatura de outra marca
  • Peça para evento presencial
  • Material para veículo de terceiro
  • Finalização para exibição em sala

O filme dos 30 Anos gerou sete formatos, todos entregues sem consumir peça nem cobrança, e passou por três rodadas de revisão com 77 apontamentos, também sem cobrança. E gerou peças novas, detalhadas na seção 08, cada uma com narração, montagem ou marca próprias.

Captação contínua · o que a cláusula 1.c cobre

A CONTRATADA será responsável pela coordenação editorial, roteirização, estratégia, logística e captação contínua ao longo da vigência deste contrato, assegurando cobertura audiovisual dos marcos e lançamentos da LAGUNA, com planejamento conjunto e acompanhamento periódico. Contrato de prestação de serviços de mídia · cláusula 1.c

Essa cláusula descreve o meio, não uma entrega à parte. Ela existe porque as dez peças precisam de material: estar na obra, no lançamento, no marco, captando o que vai alimentar os filmes e os mini-documentários ao longo dos cinco anos. Essa captação é inclusa e não se cobra.

E quando se fala em evento, três situações costumam se misturar. Vale separar.

livreExibir uma peça já entregue, em evento, feira, plantão ou onde forSem limite e sem cobrança. O que foi entregue é de vocês, para usar onde quiserem.
OSCriar uma peça nova para um eventoProdução nova. Foi o caso da homenagem ao Sr. Faissal, construída para o dia da entrega do BIOOS.
OSFilmar o evento e entregar o vídeo do eventoTambém produção nova, com captação, montagem e finalização próprias.

O filme dos 30 Anos mostra os dois primeiros ao mesmo tempo: ele passou no evento de entrega do BIOOS, sem custo nenhum, e a homenagem que foi criada para aquele dia é uma peça própria.

De onde vem todo preço desta página
R$ 1.500.000÷231 jornadas=R$ 6.500 a jornada

As dez peças somam 231 jornadas de produtora: sete filmes de trinta jornadas e três mini-documentários de sete. Dividido pelo valor do contrato, dá uma diária única, a mesma para toda peça, todo pedido, todo ano. Nenhum preço aqui foi arbitrado: todos saem dessa divisão.

02 · A unidade

A jornada

Uma jornada é um dia da produtora, seis horas de trabalho efetivo, em dia útil.

Seis horas é a jornada produtiva de um dia de trabalho, o tempo em que se decide, escreve, dirige e monta, descontado o resto. Quem entra nela, e em que função, é conta da produtora.

Um dia em campo pesa duas jornadas

Filmar fora tira a casa de casa. Mobiliza a equipe e o equipamento ao mesmo tempo, consome deslocamento, e ainda deixa material bruto que precisa ser assistido, decupado e escolhido depois. Por isso um dia de captação conta como dois na régua, e é a única coisa que faz o preço de uma peça andar.

Peça de acervo

Feita com o que já existe: arquivo, render, fotografia, material da casa, reconstrução e geração de imagem. Nenhum dia de câmera.

Peça com captação

Entrevistas, obra, cidade, depoimentos. Cada dia de câmera pesa duas jornadas, e o filme já traz até cinco deles inclusos.

03 · Como se faz

O que existe dentro de uma peça

A parte visível de um filme é a menor. Abaixo, o desenho de um filme institucional de campanha, o formato mais comum, e o do filme dos 30 Anos. Serve como referência do que existe por trás de uma peça grande, não como fórmula: cada projeto se organiza de um jeito.

01
Pesquisa e roteiro
Levantar a história, apurar o que é verdade, decidir o que a peça diz e em que ordem. É onde o filme é decidido.
4 a 6 jornadas
02
Direção e planejamento
Desenhar cada plano, definir o que precisa ser captado e o que já existe, montar a agenda de campo.
2 a 3 jornadas
03
Captação
Os dias de câmera. Direção, imagem, som e produção acontecendo ao mesmo tempo, fora da casa.
neste desenho, até 5 diárias · 10 jornadas
04
Decupagem e montagem
Assistir tudo, escolher, construir a narrativa, refazer. A etapa mais longa e a menos visível de todas.
8 a 10 jornadas
05
Imagem e som
Reconstrução e geração de imagem quando o material não existe, correção de cor, desenho e mixagem de som, trilha.
3 a 5 jornadas
06
Ajustes e entrega
Dois ciclos de revisão com a equipe, versões de formato, masterização e arquivos finais.
2 a 3 jornadas

Nem toda peça se mede assim

As etapas acima existem em quase todo projeto, mas o peso de cada uma muda completamente conforme a natureza da peça. Alguns exemplos reais desta parceria:

:
Filme de acervo · o 30 Anos
Nenhum dia de câmera. O peso vai para a pesquisa, encontrar, verificar e datar cada imagem: , para a reconstrução de imagem e para a montagem.
:
Documentário com entrevista · a Série Batel
A captação pesa, e a decupagem pesa ainda mais: cada hora gravada rende horas de escuta, transcrição e seleção antes de virar um minuto de filme.
:
Peça de lançamento a partir de renders · o Heres
Sem captação e sem entrevista. Quase tudo é direção de plano e reconstrução de imagem, com um volume de geração que não aparece na tela.
:
Registro de evento
O oposto: quase tudo acontece no dia, e a pós é leve.

Por isso a régua fixa o tamanho da peça em jornadas, e não a receita de como chegar lá. Como essas jornadas se distribuem é decisão de direção e muda a cada projeto, é aí que mora o ofício, e é o que se contrata.

O que mudou nos últimos anos Câmera e geração de imagem ficaram baratas, e isso é verdade, hoje se grava em 4K com um celular e se reconstrói um cenário inteiro por software. O que não barateou foi decidir. Escolher o que filmar, o que cortar, o que a peça significa e o que ela faz o espectador sentir continua custando o mesmo tempo que custava, e é isso que separa uma peça que vende de um vídeo que passa.
04 · O caso

O filme dos 30 Anos, de ponta a ponta

Esta é a peça que serve de régua para todas as outras, e é a que gerou mais dúvida sobre tamanho. Tudo abaixo está registrado, com data, na página do projeto, nada aqui é reconstruído de memória.

05 de março
Roteiro cinematográfico entregue
Vinte cenas detalhadas, três takes descritos em cada uma, referências de imagem, cartelas de texto, opções de tagline e um sistema de aprovação cena a cena.
09 de março
Primeiro retorno da equipe
Sugestões de lettering, locução e ajustes na linha do tempo dos empreendimentos.
06 de abril
Início da produção da primeira versão
14 de abril
Roteiro aprovado com as notas integradas
As vinte cenas aprovadas pela equipe Laguna, cada uma com as observações incorporadas ao próprio roteiro.
15 de abril
Primeira versão do filme
Prólogo, três fases de criações, clímax dos lançamentos de 2026 e encerramento.
22 de abril
Primeira revisão · 31 itens
Narração, datas, fachadas, takes de imagem gerada, transições e cena final.
29 de abril
Segunda versão, com trilha original
Revisões aplicadas, takes de IA trocados por captações reais, correção de fachadas (EOS, Galeria, MAI), inversão de PINAH e VAZ, cena final em zoom out. E uma trilha composta especialmente para o projeto, não é música de banco.
08 de maio
Segunda revisão · 21 itens
Rostos, letterings, fachadas de AMPIO, MAI e BIOOS, equilíbrio entre trilha e locução, tela final.
15 de maio
Terceira versão
Refinamento dos rostos por IA, padronização e tempo dos letterings, correção das fachadas, retirada de logotipo indevido, balanço entre trilha e locução.
18 de maio
Quarta versão
Empreendimentos futuros incluídos (Trevi, Zahi, JOÁ, Bioos Barigui), pins pela cidade e tela final com a palavra “Inconfundível.”
19 de maio
Terceira revisão · 25 apontamentos por timecode
De 30 segundos a 2m38, item a item.
28 de maio
Gravação da locução com Gabriel Raad
Captação no escritório da Laguna, com equipamento levado e o espaço tratado para gravar, mixada e integrada ao corte no mesmo dia. Era a última pendência do filme: até ali a narração era uma voz de referência. Um dia de campo.
fim de maio
Filme aprovado
Corte final fechado, com a locução oficial no lugar. Aqui termina o filme dos 30 Anos.
89
5
77
20
1
7

O que é uma rodada de revisão

Cada apontamento é um trabalho de precisão sobre a imagem, não um ajuste de gosto. Quatro dos setenta e sete, como exemplo:

01:48  “O AMPIO ainda está diferente do projeto, com a torre invertida, ajustar.”
01:57  “O logo BIOOS na praça próximo à torre home não existe no projeto. Retirar com IA.”
1m32  “Retirar a placa da TEICH no take da Galeria Laguna, essa empresa não existe mais.”
2m14  “Trocar a transição do Trevi para o Zahi: está entrando na janela de um projeto e saindo em outro.”

Os sete formatos entregues, sem consumir peça nova

Versão completa com a homenagem · versão reduzida institucional · horizontal reduzida · corte otimizado para WhatsApp · corte de 60 segundos · vertical completa · vertical sem o trecho de homenagem.

O que nasceu depois do filme

Quatro peças novas foram pedidas em cima do material, cada uma com narração, montagem ou finalização próprias, e cada uma com suas próprias rodadas de revisão. Detalhadas na seção 08:

Homenagem ao Sr. Faissal
Trecho construído do zero · evento BIOOS, 02 de junho
Versão La Violetera
Corte e logotipo novo · pedida 14/06, entregue 15/06
Versão TopView · Record
Locução e corte novos · evento de 23 de junho
Finalização para cinema
Pátio Batel · pedida 20/07, encerrada 27/07
Planejado como peça menor, produzido como filme No plano de janeiro, esta peça estava prevista como mini-documentário. O que se produziu foi outra coisa: três meses, roteiro de vinte cenas aprovado cena a cena antes de qualquer imagem existir, quatro versões, setenta e sete apontamentos atendidos, trilha original composta, locução gravada em campo e sete formatos.

Ninguém mudou o combinado por conta própria. A peça cresceu durante a produção, com os dois lados dentro, de um lado a proposta de tratamento, do outro as três rodadas de ajuste. É isso que a conta precisa refletir, e é por isso que ela entra como filme.

Depois do filme aprovado · a homenagem ao Sr. Faissal

Com o filme dos 30 Anos já fechado e aprovado, chegou um pedido novo, na segunda-feira 25 de maio, oito dias antes do evento de entrega do BIOOS. O pedido veio por escrito, detalhado, e está registrado:

Surgiu uma demanda no final da sexta-feira e estou compartilhando contigo para entender se você conseguiria nos apoiar. No dia 02/06 será o evento de entrega do BIOOS, projeto que foi idealizado pelo Sr. Faissal. Vamos passar o vídeo dos 30 anos no dia, mas nos pediram para complementar esse vídeo, especificamente apenas para esse dia, com um final falando sobre a relação do Sr. Faissal com o BIOOS, para prestar uma homenagem. […] Pode indicar caso precise simplificar algo para ser possível, pois já antecipei aqui que o prazo é curtíssimo. Pedido registrado no grupo · 25 de maio de 2026

O briefing era completo: um trecho narrado com a voz do Sr. Faissal reconstruída por IA, o terreno antigo com ele recomposto na imagem, fotografias e timelapse da obra, o projeto pronto e o take dele caminhando pela praça. Todo o material foi separado e enviado junto.

25 de maio · segunda
O pedido
Oito dias antes do evento, com o prazo já reconhecido como curtíssimo por quem pediu.
26 de maio
Produção em curso
“O time está desde ontem no gás aqui para entregar a tempo.”
28 de maio · 10h30
Captação no escritório da Laguna
Locução com o Gabriel Raad, na Av. Iguaçu 2820. À noite, a primeira versão já estava entregue.
30 e 31 de maio · sábado e domingo
Refação da voz, no fim de semana
Chamado no sábado à noite; o time inteiro no domingo reconstruindo a voz do Sr. Faissal.
01 e 02 de junho
Ajustes finais e exibição no evento

Pela régua desta página, R$ 50.000: produção nova, construída do zero, com captação, refação em fim de semana e entrega em prazo de evento.

Vale dizer o que este registro mostra e o que não mostra. O pedido foi impecável, veio por escrito, com briefing detalhado, material organizado e o prazo assumido com honestidade. O que não existiu, em momento nenhum e por nenhum dos dois lados, foi uma linha sobre valor. Não por descuido: porque não havia onde essa linha entrar.

05 · Referências

O que o mercado pratica

Para que a régua não dependa da nossa palavra, os três números que a sustentam são públicos e verificáveis.

Piso salarial por função · convenção coletiva do audiovisual

FunçãoDiária mínima
DireçãoR$ 1.032,42
Direção de fotografiaR$ 681,56
Técnico de somR$ 681,56
MontagemR$ 681,56
Operação de câmeraR$ 624,45
1º assistente de câmeraR$ 494,15

São pisos, o mínimo legal para qualquer profissional da categoria, inclusive quem começou ontem. Cinco funções numa diária de documentário somam R$ 3.514 antes de encargo, equipamento, transporte e alimentação. O Sindcine cobre o Paraná, e a mesma convenção fixa os adicionais de 50% e 100% que aparecem na seção 06.

Animação e imagem

ReferênciaFaixaFonte
Animação · nível de entradaUS$ 50 a 100 por segundomercado internacional
Animação · profissionalUS$ 150 a 300 por segundomercado internacional
Minuto de animaçãomédia de US$ 8.000mercado internacional
Imagem parada profissionalR$ 1.500 a 5.000mercado brasileiro

Os clipes 4K desta tabela saem a R$ 200 por segundo, abaixo do piso internacional de entrada, e no patamar brasileiro. É a referência a usar quando surgir a pergunta de quanto vale um vídeo.

Fontes: tabela de pisos do Sindcine (longa, média, curta e documentário) · levantamentos de precificação de visualização arquitetônica e de maquete eletrônica, 2026.

06 · A tabela

Preço por peça

PeçaJornadasValor
FilmeAté 5 diárias de campo inclusas30R$ 195.000
Mini-documentárioAté 1 diária de campo inclusa7R$ 45.000
Filme dividido em sérieUma peça grande repartida em entregas menores, ligadas pelo mesmo tema30R$ 195.000 ÷ nº de partes
Diária de campo adicionalAcima do que a peça já traz2R$ 13.000
Captação com equipe contratadaElenco, arte, locação fechada, equipe de fora: orçada
Clipe animado 4K a partir de render10 segundos, com som: R$ 2.000 / un
Recomposição vertical nativaQuadro reconstruído, nunca recortado: R$ 1.200 / un
Imagem reconstruída em alta resoluçãoMatriz 4K ou superior: R$ 600 / un
Re-versão simplesTroca de logo, corte, legenda1R$ 6.500
Re-versão com nova locução ou remontagemNarração nova, lettering novo, nova montagem2R$ 13.000
Finalização para cinemaMasterização, mixagem 5.1 e claquete ANCINE: R$ 15.000
Jornada de ajustesVários pedidos pequenos numa mesma jornada1R$ 6.500
A jornada de ajustes, e por que ela vale a pena Pedido pequeno avulso custa uma jornada inteira, porque interrompe a casa do mesmo jeito que um grande. Juntos, cinco ajustes na mesma jornada saem a R$ 1.300 cada. Guardar os pedidos pequenos e rodá-los de uma vez, a cada quinze dias, é o que faz o preço unitário cair, sem que a régua mude.
07 · As regras

O que muda o valor

Mínimo
A menor unidade é uma jornada. Nada é orçado abaixo disso.
Formato
Vertical, 60 segundos, cortes para rede, legenda: inclusos, sem limite. É o mesmo filme na medida de outra tela.
Peça nova
Narração nova, montagem nova, outra marca assinando ou destino fora da presença digital: é produção nova, ainda que o material de origem seja nosso.
Ajustes
Revisão não se cobra. Cada peça do contrato inclui dois ciclos completos de ajuste, e cada re-versão inclui um. O filme dos 30 Anos teve três rodadas, com 77 apontamentos atendidos, sem nenhuma cobrança. A partir do terceiro ciclo, o que entra é jornada nova, como a própria indústria contrata.
Urgência
Pedido com menos de 48 horas úteis de prazo: 1,5 ×. É o adicional que o mercado pratica. Contam-se horas úteis porque noite, fim de semana e feriado já são cobrados na linha abaixo — as mesmas horas não podem ser prazo numa regra e hora extra na outra.
Fora da janela
Fim de semana, feriado ou depois das 22h: 2 ×. É o adicional de hora extra da convenção coletiva.
Acúmulo
Os fatores não se somam. Vale sempre o maior, e o teto é 2 ×.
Reserva
Jornada agendada e cancelada com menos de 48 horas úteis é cobrada. A equipe já está parada para aquele dia.
Material de fora
Receber material pronto de terceiros não reduz a jornada: poupa captação, não poupa conformação, correção e finalização.
Série
Uma peça grande pode ser repartida em entregas menores, o preço se divide pelo número de partes, e o conjunto consome uma peça só do contrato. Vale enquanto cada parte fica no escopo combinado; parte que sai dele volta a ser dimensionada sozinha.
Evento
Exibir uma peça já entregue é livre, em qualquer lugar e sem limite. Criar uma peça nova para o evento, ou filmar o evento, é produção nova e entra por ordem de serviço.
08 · Caso a caso

As peças que vieram depois do filme

Pedidos que chegaram depois da entrega do filme, cada um com narração, montagem ou marca próprias, e cada um com suas próprias rodadas de revisão, além do primeiro corte. Nenhum teve valor combinado antes, e é por isso que os valores causaram estranheza. Abaixo, cada um com o que foi feito e a régua aplicada, para conferir linha a linha.

Uma correção nossa, antes da lista O registro trazia “TopView” e “nova versão BIOOS” como duas entregas. É a mesma peça: a nova versão foi feita para o evento da TopView. Estava contada em duplicidade, e a dúvida de quem não conseguiu identificar a segunda entrega estava certa. Corrigido: são três peças, não quatro, e a conta cai.
Homenagem ao Sr. Faissal · evento BIOOS02 de junhoR$ 50.000

Pedida por escrito no grupo, em 25 de maio, oito dias antes do evento, com o filme dos 30 Anos já aprovado. O briefing foi da própria Laguna e o prazo veio reconhecido como “curtíssimo” por quem pediu.

O trecho foi construído do zero: a voz do Sr. Faissal não existia em lugar nenhum e foi reconstruída por inteligência artificial; a montagem é própria, o terreno antigo com ele recomposto, fotografias, timelapse da obra, o projeto pronto e o take dele caminhando pela praça. A captação da locução com o Gabriel foi no escritório da Laguna, em 28/05, e a refação da voz correu no sábado e no domingo seguintes, a tempo do evento.

Produção nova, do zero, com captação, refação em fim de semana e prazo de evento = R$ 50.000
Versão La Violetera · feiraPedida 14/06 · entregue 15/06Cortesia

Corte novo do material contando a história da família, com a inclusão do logotipo da La Violetera e finalização do trecho, para a feira da empresa. Pedida num dia e entregue no dia seguinte.

Não é formato: a peça passa a ser assinada por outra marca e o destino é um evento presencial, fora da presença digital que a cláusula 1.b cobre. A cláusula 2.2 é que garante à La Violetera o direito de pedir, usando o mesmo crédito.

Re-versão simples, 1 jornada · R$ 6.500 × 1,5 de urgência = R$ 9.750 · por conta do IHC, para a empresa da casa
Versão TopView · evento da RecordPedida 11/06 · evento 23/06R$ 13.000

Locução nova gravada e corte novo, montados para exibição no evento da revista TopView, da Record, mais as rodadas de ajuste sobre o primeiro corte. É a peça que também aparecia no registro como “nova versão BIOOS”.

Também não é formato: muda o que o filme diz, e o destino é o evento de um veículo de terceiro. Prazo confortável, sem adicional de urgência.

Re-versão com nova locução e remontagem, 2 jornadas = R$ 13.000
Finalização para cinema · Pátio BatelPedida 20/07 · encerrada 27/07Sem cobrança

Masterização da imagem para projeção, mixagem em 5.1 e claquete de registro na ANCINE, para exibição no Pátio Batel. Foram quatro dias de equipe sobre o material antes de a demanda ser encerrada; a veiculação seguiu com a adaptação feita pelo fornecedor do cinema, por R$ 350.

R$ 15.000 pela régua · não foi cobrado

O que é um DCP

Cinema não toca arquivo de vídeo. O projetor de uma sala comercial não abre um MP4: ele lê um pacote próprio, o DCP, sigla de Digital Cinema Package. E não é um arquivo, é uma pasta: a imagem gravada quadro a quadro sem compressão entre quadros, o som em canais separados e sem compressão, e uma trilha de verificação que a sala confere antes de exibir. Em muitos casos vem com uma chave que autoriza a exibição só naquela sala, e só no período combinado.

Gerar esse pacote a partir de um vídeo que já existe é um processo em boa parte automatizado, e é isso que custa R$ 350. Preparar a obra para ser vista naquela sala é outro trabalho, e é a diferença entre os dois números.

Por que R$ 350 e R$ 15.000 não são o mesmo serviço

Os dois valores apareceram lado a lado e é natural que tenham parecido o mesmo trabalho com preços diferentes. A diferença é técnica, não comercial.

Conversão de arquivoFinalização para cinema
O que éGerar o DCP a partir do vídeo que já existePreparar a obra para ser vista naquela sala, e depois empacotar
ImagemA mesma imagem, dentro de outro contêinerRemasterização: a tela é dezenas de vezes maior e a sala projeta com cerca de um terço do brilho de um monitor. O que se enxerga na edição some no escuro, e a cor muda de espaço
SomA mesma mixagem estéreoMixagem em 5.1, seis canais, no padrão de nível da sala. Estéreo tocado em sala de cinema chega desequilibrado
Registro: Claquete de registro na ANCINE, exigida para exibição comercial em sala

Nada disso torna a escolha errada. Se o objetivo era exibir o filme e o resultado agradou na sala, a conversão resolveu, por um valor que nenhuma finalização alcança. O que faltou não foi decisão: foi a decisão ter acontecido antes, com os dois caminhos e os dois preços na mesa. Em vez disso, ela aconteceu depois de quatro dias de equipe já trabalhados, e ninguém queria isso.

A conta desta seção Com a duplicidade corrigida e a régua aplicada, as peças em aberto somam R$ 63.000, a homenagem ao Sr. Faissal e a versão TopView. A versão La Violetera (R$ 9.750) e a finalização para cinema (R$ 15.000) correm por conta do IHC, somando R$ 24.750 em trabalho feito e não faturado.
E sobre o preço de uma adaptação Um pedido pequeno avulso custa uma jornada inteira porque interrompe a produção do mesmo jeito que um grande, e essa é a razão real do valor, não o tamanho do arquivo final. Guardados e rodados juntos, cinco ajustes na mesma jornada saem a R$ 1.300 cada. É o mesmo trabalho, pelo preço que se espera de uma adaptação. Só depende de agrupar, e a ordem de serviço é o lugar onde isso se combina.
09 · O fluxo

Como se pede

Toda demanda passa por uma ordem de serviço antes de começar. Isso já está no contrato, cláusula 3.1: cada serviço é formalizado com escopo, prazo e valor. Vale para os dois lados, e é o que faz nenhum valor aparecer depois do trabalho feito.

01
O pedido
O que é a peça, para quando, e para onde vai.
02
A ordem de serviço
Volta com jornadas, valor, prazo e se consome crédito do contrato ou verba de marketing, sempre antes de qualquer produção começar.
03
O aceite
Uma resposta por e-mail basta. Sem aceite, nada entra na fila e nada é cobrado.
04
A entrega
Com relatório do que foi produzido, e a baixa no crédito do ano.
Por que isso protege os dois lados Sem ordem de serviço, equipe entra em material que pode ser cancelado, já aconteceu, com quatro dias de trabalho perdidos, e valores aparecem depois, sem ninguém ter escolhido. Com ela, a Laguna vê o preço antes de decidir e nós só começamos o que foi aprovado.
10 · Onde estamos

O consumo de 2026

Duas das dez peças estão comprometidas com o que foi combinado para este ano, na mesma leitura que a equipe já registrou em janeiro: um conjunto de vídeos vale uma entrega.

A segunda delas é uma peça grande dividida em quatro, os três episódios do Batel e o vídeo conceito do Heres, a R$ 48.750 cada. Essa divisão vale enquanto cada parte ficar no escopo combinado. Se uma delas crescer durante a produção, como aconteceu com o filme dos 30 Anos, ela volta a ser dimensionada sozinha.

PeçaConsomeEstadoValor
Filme institucional 30 AnosRoteiro de 20 cenas, 4 versões, 77 apontamentos, trilha original, 7 formatos1 dos 7 filmesEntregueR$ 195.000
Série Batel + HeresUma peça grande dividida em quatro: três episódios sobre o Batel e o vídeo conceito do Heres · R$ 48.750 cada1 dos 7 filmesHeres entregue · Batel em roteiroR$ 195.000
Homenagem ao Sr. FaissalProdução nova, do zero · fora do contrato, em verbanenhuma peçaEm abertoR$ 50.000
Versão TopView · RecordLocução e corte novos · fora do contrato, em verbanenhuma peçaEm abertoR$ 13.000
Comprometido em 2026
R$ 390 mil
Contra o teto de R$ 300 mil que o contrato define para o ano: 30% acima, e a captação da Série Batel ainda não começou. Restam cinco filmes e três mini-documentários para 2027 a 2030, e o crédito segue fechando exatamente em R$ 1,5 milhão.

O filme dos 30 Anos, sozinho, consumiu 65% do teto do ano, planejado em janeiro como peça menor e produzido como filme, com toda a jornada registrada na seção 04.

As duas últimas linhas não consomem peça do contrato: são produções novas, e correm em verba de marketing. Somam R$ 63.000. Fora delas, R$ 24.750 em trabalho feito por conta do IHC, a versão La Violetera e a finalização para cinema.

O que os números dizem não é que houve erro de alguém: dizem que a demanda que a operação gera hoje é maior do que o contrato de 2025 previu. É uma boa conversa para ter, e é para isso que esta régua existe, para que ela aconteça antes do trabalho, e não depois.

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