Este material contém dados estratégicos e confidenciais da Laguna. O acesso é restrito.
Antes de pedir um sim, a IHC entrou na operação da Laguna e olhou tudo de perto. O CRM, o BI, os contratos, o dado de cada cliente. Este é o registro do que foi feito, com data, número e fonte. Não é proposta. É prova.
A porta de entrada foi o que a Laguna já usa: o CRM VMulti (Multidados) e o Power BI que rodava público.
O que se encontrou não foi um sistema, foi uma colcha. O CRM organiza 32.960 registros de cliente em 394 status e 80 fluxos de operação, com SLA de uma hora pra atender um lead novo. O Power BI trazia seis telas, e os números não fechavam entre si: uma tela dizia 440 atendimentos, a outra 436; a meta comparava o realizado do mês com o previsto acumulado, então tudo vivia no vermelho. Não havia custo por lead, nem verba por canal. E a atribuição de campanha, que o Meta entrega inteira em cada lead (nome da campanha, do conjunto, do anúncio), o BI simplesmente ignorava.
Pra desenhar algo melhor, primeiro puxamos a operação inteira pra fora, evento por evento.
De janeiro de 2023 a julho de 2026, quarenta e três meses sem furo: 215.845 eventos de jornada de pré-venda, cada lead com canal, vendedor, status e motivo de descarte. O retrato foi duro e honesto: 71% dos eventos são descarte. Somaram-se 41.458 ocorrências de atendimento, o livro-razão de 1.487 unidades contratadas, e o perfil real de quem compra: 1.137 clientes, mediana de 52 anos, 68% casados, 79% nascidos em Curitiba, e um em cada quatro comprando por PJ ou holding. Público consolidado, patrimonialista, que se move por rede, não por anúncio de vitrine.
Durante o diagnóstico autorizado, encontramos uma falha grave de controle de acesso no caminho entre o CRM e o portal financeiro. Com um login comum de CRM, sem privilégio de administrador, chega-se ao contrato assinado e ao financeiro completo de qualquer comprador da carteira, trocando apenas o número do contrato. A mesma porta está aberta para as 91 contas com acesso, incluindo parceiros externos e contas de teste vivas em produção. É uma exposição de dado pessoal e financeiro em escala, com implicação direta de LGPD.
O export do Mega vinha incompleto e sujo. Antes de mostrar, a gente consertou o dado, com backup guardado a cada passo.
O import antigo trazia 425 registros de lixo misturados com as vendas reais. Remontamos: unidade por unidade religada ao contrato, posse reconciliada (uma unidade aparece várias vezes quando troca de dono, isso foi separado), R$997 milhões de VGV apurado na carteira. O status, que o Mega cospe em 3.197 formas ilegíveis com códigos e "FIN_F-RENEG", virou 58 estados legíveis. Telefone que estava perdido numa coluna nunca importada voltou pra 316 dos 371 clientes com contrato. Profissão limpa, acento corrigido, nome de empreendimento que tinha virado nome de gente, removido. O dado ficou apresentável porque foi tratado, não maquiado.
Com o dado limpo, construímos o painel que a operação não tinha: visual, direto, uma tela onde cada número é uma porta.
Mais de vinte módulos, do zero, sobre o dado real da Laguna.
Depois de construir, auditamos o que construímos, com o mesmo rigor: 102 pontos levantados numa varredura, de trava de acesso a estado de erro, de botão morto a número que não batia. E consertados. A régua que usamos no sistema deles, usamos no nosso. No dia doze de julho o painel saiu do laptop e foi pro ar, em painel.laguna.ihc.studio, com login na porta, HTTPS e fora dos buscadores. A Laguna acessa de qualquer lugar, com o dado dela, na marca dela.
Foi montando o painel que a gente achou a última camada, a que fecha o argumento.
O ticket médio de alguns empreendimentos vinha errado, e não por descuido nosso: o export do Mega traz a mesma unidade em vários contratos, com o vínculo de unidade a contrato quebrado e sem código de contrato. Isso dilui um número e infla outro. A conta do ticket a gente consertou na hora. Mas o VGV total, em alguns empreendimentos, ainda depende de bater a fonte com a Laguna, porque o próprio sistema atual não deixa isso fechar sozinho. É por isso que o pedido, na reunião, é honesto: vamos bater os números juntos. Não porque falta rigor, mas porque o rigor achou o que o sistema esconde.
Ninguém entrega um diagnóstico deste tamanho antes de um contrato. A gente entregou. A prova veio antes da conta.
Não é uma proposta pedindo confiança. É um diagnóstico que ninguém tinha feito, entregue por conta, com o dado da própria casa. Quando a Laguna decidir, já vai saber exatamente o que está contratando.
ver a proposta → o relatório do site →O que foi extraído, construído e gerado neste diagnóstico. Sem arredondar, sem estimativa. Cada linha é um número real.
Cerca de 35 arquivos, 1,9 GB, do CRM VMulti, do Power BI e do ERP Mega. Tudo da própria Laguna.
Do zero, sobre o dado real da Laguna. Um monorepo com front, back e banco.
Mais de vinte, cada um resolvendo uma dor real da operação.
Cada empreendimento virou três peças: a maquete de dia, a maquete acesa à noite e o croqui de arquiteto.
Os 22 empreendimentos remontados:
O que o diagnóstico encontrou, para a Laguna corrigir.