Grupo Laguna × IHC · o registro

A jornada,
antes do contrato.

Antes de pedir um sim, a IHC entrou na operação da Laguna e olhou tudo de perto. O CRM, o BI, os contratos, o dado de cada cliente. Este é o registro do que foi feito, com data, número e fonte. Não é proposta. É prova.

como ler este documento

Três regras.

o método
Diagnóstico real
Acesso concedido pelo TI da Laguna. Tudo aqui saiu do sistema da própria casa, não de suposição.
a régua
Número com fonte
Cada dado vem do VMulti, do Power BI ou do export do Mega. Onde o dado falta, está escrito que falta.
o porquê
Antes do sim
Ninguém faz um diagnóstico deste tamanho antes de assinar. A IHC fez, por conta, pra chegar sabendo.
215.845eventos de jornada mapeados
43 mesesde histórico, sem furos
992contratos lidos no ERP
32.960registros de cliente varridos
22empreendimentos remontados
20+módulos construídos no painel
capítulo 01 · 06 jul

O diagnóstico

A porta de entrada foi o que a Laguna já usa: o CRM VMulti (Multidados) e o Power BI que rodava público.

O que se encontrou não foi um sistema, foi uma colcha. O CRM organiza 32.960 registros de cliente em 394 status e 80 fluxos de operação, com SLA de uma hora pra atender um lead novo. O Power BI trazia seis telas, e os números não fechavam entre si: uma tela dizia 440 atendimentos, a outra 436; a meta comparava o realizado do mês com o previsto acumulado, então tudo vivia no vermelho. Não havia custo por lead, nem verba por canal. E a atribuição de campanha, que o Meta entrega inteira em cada lead (nome da campanha, do conjunto, do anúncio), o BI simplesmente ignorava.

furo 01
Sem custo
O BI media venda e visita, nunca quanto custou. CPL, verba por canal, custo por venda: nenhum estava na tela.
furo 02
Número que não bate
440 e 436 na mesma pergunta. "Quantas vendas" tinha mais de uma resposta, dependendo da tela que você abria.
furo 03
Atribuição jogada fora
O Meta entrega campanha, conjunto e anúncio em cada lead. O painel deles não lia. Dá pra medir da campanha até a venda só com o que já entra.
furo 04
69% sem destino
Sete em cada dez leads entram sem empreendimento no CRM. A atribuição de para onde o lead ia se perdia na origem.
capítulo 02 · 06 a 07 jul

A extração

Pra desenhar algo melhor, primeiro puxamos a operação inteira pra fora, evento por evento.

De janeiro de 2023 a julho de 2026, quarenta e três meses sem furo: 215.845 eventos de jornada de pré-venda, cada lead com canal, vendedor, status e motivo de descarte. O retrato foi duro e honesto: 71% dos eventos são descarte. Somaram-se 41.458 ocorrências de atendimento, o livro-razão de 1.487 unidades contratadas, e o perfil real de quem compra: 1.137 clientes, mediana de 52 anos, 68% casados, 79% nascidos em Curitiba, e um em cada quatro comprando por PJ ou holding. Público consolidado, patrimonialista, que se move por rede, não por anúncio de vitrine.

capítulo 03 · 06 a 07 jul

O achado de segurança

comunicado com responsabilidade

Uma porta que não devia estar aberta.

Durante o diagnóstico autorizado, encontramos uma falha grave de controle de acesso no caminho entre o CRM e o portal financeiro. Com um login comum de CRM, sem privilégio de administrador, chega-se ao contrato assinado e ao financeiro completo de qualquer comprador da carteira, trocando apenas o número do contrato. A mesma porta está aberta para as 91 contas com acesso, incluindo parceiros externos e contas de teste vivas em produção. É uma exposição de dado pessoal e financeiro em escala, com implicação direta de LGPD.

O que fizemos: documentamos a falha de forma responsável, sem divulgar dado de nenhum cliente, e trouxemos para a Laguna com as recomendações para fechá-la (escopar a conta de integração, separar o portal do cliente do acesso de operador, registrar e auditar cada acesso). O dado tocado no diagnóstico ficou restrito ao ambiente da IHC, confidencial. A recomendação é formalizar um termo de confidencialidade e tratamento de dados entre as duas casas. Achar isso antes de um contrato é a definição de cuidar do dado de vocês.
capítulo 04 · 08 a 09 jul

A reconstrução do dado

O export do Mega vinha incompleto e sujo. Antes de mostrar, a gente consertou o dado, com backup guardado a cada passo.

O import antigo trazia 425 registros de lixo misturados com as vendas reais. Remontamos: unidade por unidade religada ao contrato, posse reconciliada (uma unidade aparece várias vezes quando troca de dono, isso foi separado), R$997 milhões de VGV apurado na carteira. O status, que o Mega cospe em 3.197 formas ilegíveis com códigos e "FIN_F-RENEG", virou 58 estados legíveis. Telefone que estava perdido numa coluna nunca importada voltou pra 316 dos 371 clientes com contrato. Profissão limpa, acento corrigido, nome de empreendimento que tinha virado nome de gente, removido. O dado ficou apresentável porque foi tratado, não maquiado.

capítulo 05 · 08 a 11 jul

O painel

Com o dado limpo, construímos o painel que a operação não tinha: visual, direto, uma tela onde cada número é uma porta.

Cidade Laguna
22 maquetes isométricas. Clica no prédio e abre a gestão dele: vendeu, como vende, time, pendências.
Funil humano
Do lead à venda, com rosto e a origem marcada pelo logo real de cada canal.
Cockpit de marketing
1,8% do VGV por empreendimento. Onde a verba de mídia converte, e onde só queima.
Base de clientes
Um cartão por comprador: perfil, imóveis, contato clicável, histórico de como chegou.
Motor de redes
Planejamento, fila e agente das redes sociais, todas as contas no mesmo lugar.
Pós-venda
Helpdesk com triagem por IA, validada em 97% dos casos reais. O chamado deixa de se perder.
Copiloto Laguna IA
Pergunta em português, ele responde com o número do banco, ao vivo. O gestor conversa com o dado.
App no celular
O corretor vive no telefone. Então o painel virou app, pra alimentar o CRM virar hábito.

Mais de vinte módulos, do zero, sobre o dado real da Laguna.

capítulo 06 e 07 · 11 e 12 jul

A auditoria, e no ar

Depois de construir, auditamos o que construímos, com o mesmo rigor: 102 pontos levantados numa varredura, de trava de acesso a estado de erro, de botão morto a número que não batia. E consertados. A régua que usamos no sistema deles, usamos no nosso. No dia doze de julho o painel saiu do laptop e foi pro ar, em painel.laguna.ihc.studio, com login na porta, HTTPS e fora dos buscadores. A Laguna acessa de qualquer lugar, com o dado dela, na marca dela.

capítulo 08 · 12 jul

E os números precisam bater

Foi montando o painel que a gente achou a última camada, a que fecha o argumento.

O ticket médio de alguns empreendimentos vinha errado, e não por descuido nosso: o export do Mega traz a mesma unidade em vários contratos, com o vínculo de unidade a contrato quebrado e sem código de contrato. Isso dilui um número e infla outro. A conta do ticket a gente consertou na hora. Mas o VGV total, em alguns empreendimentos, ainda depende de bater a fonte com a Laguna, porque o próprio sistema atual não deixa isso fechar sozinho. É por isso que o pedido, na reunião, é honesto: vamos bater os números juntos. Não porque falta rigor, mas porque o rigor achou o que o sistema esconde.

Ninguém entrega um diagnóstico deste tamanho antes de um contrato. A gente entregou. A prova veio antes da conta.

o registro

Isso tudo, antes de um sim.

Não é uma proposta pedindo confiança. É um diagnóstico que ninguém tinha feito, entregue por conta, com o dado da própria casa. Quando a Laguna decidir, já vai saber exatamente o que está contratando.

ver a proposta → o relatório do site →
Fontes: CRM VMulti (Multidados), Power BI da operação e export do ERP Mega, todos da própria Laguna, em diagnóstico autorizado pelo TI. Período varrido: janeiro de 2023 a julho de 2026. Dados confidenciais tratados localmente pela IHC, sem divulgação de informação de cliente. Junho e julho de 2026.